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Como apurar o custo da ordem de produção em 5 passos


20 de Janeiro de 2016 - 17:48

Como saber se meus custos são diretos ou indiretos?
A classificação dos itens de custo como diretos ou indiretos está relacionada com o grau de facilidade ou dificuldade de sua apuração. Quanto mais fácil atribuir um item de custo a um produto, mais direto ele é.
Matérias primas, por exemplo, são consideradas como itens de custo direto; a mão de obra alocada na produção, que coloca a mão na massa também é considerada como um item de custo direto. Outros itens, como energia elétrica, depreciação de máquinas, mão de obra de supervisão e gerência, tem sua alocação aos produtos mais difícil, demandando critérios de rateio ou direcionadores de custos que muitas vezes são arbitrários ou muito difícil de medir e por isso são considerados itens de custo indireto.
Se um item de custo tem sua apuração muito difícil e o custo da apuração for maior do que o benefício gerado pela informação, não recomendo o esforço de medição. Vale a máxima: a relevância é mais importante do que a precisão. É muito comum na área de custos aplicarmos a regra de Pareto, de 80 / 20, também conhecido como “dos poucos relevantes e dos muitos irrelevantes”. Pois em muitos casos, mais de 90% dos custos estão em menos de 10% dos itens de custo.
O que é uma ordem de produção?
Uma ordem de produção é o documento que dá início aos processos de fabricação dos produtos, sendo essencial para gerar as requisições dos materiais e considerando todos os componentes necessários e as fases para a fabricação determinadas pela sua estrutura
Para apurar o custo real da ordem produção é necessário controlar efetivamente todos os custos diretos e indiretos envolvidos naquela fabricação. Fazemos isso a partir de 5 passos:
1. Registre a entrada de material com o custo da compra
O registro de entrada do material que irá ser consumido na ordem deve ser feito exatamente no momento que o material entra efetivamente no estoque.
Um dos problemas de não controlar o estoque em tempo real é que o material pode ser requisitado para a ordem sem mesmo a entrada ter sido registrada. Logo, a ordem não é valorizada com o custo do material.
2. Registre as requisições de materiais para as ordens de produção
Com base nos empenhos e nas necessidades geradas a partir da lista de materiais do produto (Bill of material), a requisição dos materiais deve ser feita para valorizar a ordem.
Basicamente, a ordem se apropria dos custos dos materiais empenhados e requisitados nela. O custo pode ser médio ou de reposição:
• Custo médio – A média ponderada das entradas no estoque.
• Custo de reposição – O valor da última compra.
3. Faça o Apontamento hora/homem
O apontamento da mão de obra direta deve ser feito religiosamente para que essa apuração seja feita com sucesso.
Geralmente definimos o valor hora-homem para cada especialidade na fábrica. Ou seja, cada função na fabricação deve ter um valor hora.
Por exemplo, em uma indústria de estrutura metálica aonde tempos três funções bem definidas: soldador, caldeireiro e torneiro mecânico.
Para cada função deve-se fazer uma média do custo dos profissionais envolvidos (salários + encargos + benefícios)
Então se numa ordem de produção tiver 3 operações que devem ser executadas por essas especialidades, deve-se multiplicar as horas apontadas por esse valor hora homem. Assim temos o valor de mão de obra direta da ordem de produção.
Os apontamentos podem ser feitos via terminais na fábrica, por um funcionário apontador ou por formulários na fábrica.
4. Registre o custo hora/máquina
O Registro do custo hora máquina se dá através dos apontamentos mencionados a cima. Porem deve-se tomar cuidado para não confundir o tempo de mão de obra direta com o tempo de máquina. Pois numa máquina muitas vezes podem trabalhar dois ou mais funcionários ao mesmo tempo.
5. Apure o custo indireto
Os custos indiretos devem ser registrados e apurados no final do mês. Depois dessa apuração devem ser rateados para todas as ordens da fábrica. Para esse rateio geralmente utilizamos um direcionador de custo, que podem ser:
• Hora/máquina
• Hora/homem
• Quantidade produzida
• Quantidade de matéria prima requisitada
• Entre outros.
Importante que o direcionador seja um fator determinante de custo para “penalizar” a ordem com maior valor agregado.
 


Autor: Thiago Leão
Fonte: http://goo.gl/fTbZUm